Daniel Campos

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Encontrados 86 textos. Exibindo página 5 de 9.

25/12/2013 - Feliz Natal a você

Feliz Natal a você que acredita que a magia do Natal pode e deve existir em todos os dias do ano. Feliz Natal a você que ama demais. Feliz Natal a você que se entrega à felicidade. Feliz Natal a você que recebe convites diários de casamento, porque aflora no outro o desejo de estar junto. Feliz Natal a você que encanta sem fazer o menor esforço. Feliz Natal a você que vive e não se arrepende de nada. Feliz Natal a você que sabe o que quer e não diz não aos seus sonhos.

Feliz Natal a você que agarra um sonho e não o deixa escapar de jeito algum. Feliz Natal a você que não só canta sinos felizes, mas que escuta em sua cabeça esses sininhos. Feliz Natal a você que faz o bem de forma espontânea. Feliz Natal a você que é pura bondade. Feliz Natal a você que se dedica. Feliz Natal a você que compreende que tudo o que for para ser, será, de um jeito ou de outro. Feliz Natal a você que é verdade e beleza em tudo o que faz. ...
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15/11/2012 - Feliz Umbanda

"Chegou, chegou, chegou com Deus,
Chegou, chegou o Caboclo das Sete Encruzilhadas”

Com este ponto, saúdo o Caboclo das Sete Encruzilhadas, a entidade espiritual que fundou a Umbanda.

Foi essa entidade que no dia 15 de novembro de 1908, durante um culto espírita em Niterói, no Rio de Janeiro, se manifestou por meio do médium Zélio Fernandino de Mores para dar início a uma religião genuinamente brasileira.

Uma religião que respeita a memória ancestral de um país que deve muito do que é ao sangue, às crenças e ao suor do indígena e do negro. ...
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01/01/2016 - Festa do tempo

Hoje é o dia de todas as crenças, contagens, encantarias. Hoje todos se sentem novos ou com alguma coisa de novo. Há um simbolismo em carne viva pulsando por todos os cantos. Hoje cada um tem uma cor especial e uma boa explicação para isso, bem como para atitudes estranhas como ver fogos explodindo no céu, pular sete ondas, comer não sei quantas sementes... O amor, a vontade de se estar junto com quem se ama, é latente. E é um tal de fazer lista disso, promessa daquilo, meta para lá e para cá. Alguns rezam apontando para os céus e outros para si mesmos. Todos olham ao relógio e o tempo ganha ainda mais importância. Pensamos em nós, no que cada um vai fazer nos primeiros e nos seguintes minutos do novo ano, esquecendo que nós somos só coadjuvantes da festa do tempo. ...
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16/02/2015 - Fez-se a Mangueira

Ao contrário do tradicional azul, o céu amanheceu esverdeado como se uma floresta tivesse sido plantada de ponta cabeça na órbita da Terra. Um verde espesso esparramado em várias tonalidades. Talvez, por algum rearranjo celestial, o céu passou a ser regido por Oxóssi. As crianças achavam que as fadas teriam trocado a cor das nuvens. Os cientistas falavam na mutação de em partículas resultantes da poluição. Porém, o ar não cheirava a fumaça, tampouco a outro odor desagradável. Havia um perfume de mato, de folha verde, de mangueira pelo horizonte. Era só abrir a janela e aquela brisa carregada de pé de manga invadia a casa. Lembrava a infância, o tempo de se deitar debaixo da sombra fresca de uma mangueira e ver o dia brilhar por entre aquelas folhas verdes cuja sombra não há melhor. Porém, havia mais um diferencial céu, pois o sol surgiu rosa. Nada de sol amarelo, laranja, vermelho, era um sol rosa. Continua brilhando forte, intensamente, a ponto de dor as vistas que o buscavam com espanto diante do seu rosa. As meninas se encantavam. Os homens deixavam-se seduzir por aquele fenômeno. Os astrônomos gaguejavam. Os astrólogos afirmavam que era o início do tempo do amor. Os compositores versavam a fusão do sol com a lua. Sim, era grande a expectativa para ver a cor que a lua raiaria quando descesse a noite. Os machões estavam indignados com aquele sol rosa, mas eram poucos, pois todos, exceto os que estavam com medo do fim do mundo, brindavam aquela nova paleta de cores. O fato é que aquele céu tinha um balançado especial, uma alegria sincopada, uma folia generalizada, uma sensação de que o impossível era possível. Muitos casais se apaixonaram e muitos outros se reapaixonaram sob aquele céu. As mangueiras, em reflexo daquela nova conjuntura, floriram fora de época, deram frutos que num passe de mágica amadureceram fazendo a felicidade dos amantes do fruto que se lambuzavam daquela licença poética. No céu verde-rosa, por obra do carnaval, a Mangueira brotou os corações mais secos.


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Fez-se o colapso

A crise de energia que assola o Brasil é um tema gasto, porém temas só se desgastam quando fazem parte constante do nosso cotidiano e este precisa ser retratado. Falar de apagão é traçar um caminho que leva à mesmice, todavia há sempre um jeito novo para tratar "coisas velhas". É como se várias bocas contassem a mesma história, esta, entretanto, ganha um sabor diferente em cada boca.

Apagão? Pairam dúvidas e suposições enquanto a verdade permanece escondida. Desde o momento em que a crise no setor energético passou a ser mencionada, fez-se o apagão. Ele, infelizmente, ganhou vida própria em nossa realidade. Deixou de ser hipótese para se tornar um corpo concreto. Um corpo feito de watts, racionamento e mistério....
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04/11/2014 - Fez-se o vagalume!

O pássaro deus me contou que tudo se consternou quando a menina se vendo sozinha chorou. E a terra se abriu e o céu rugiu e o fogo frigiu com tão doído pranto. Os altos comandantes estelares rendidos ao encanto da pobre menina ofereceram uma chuva de estrelas e uma combinação ruiva de flores nascidas em cometas. E teve até anjo fazendo careta diante de tanta corneta que ecoou pra levar consolo à menina que de sozinha chorou. Seu choro suplicou aos píncaros do infinito e chegou bonito aos ouvidos do criador. E foi então que deus criou dos olhos daquela menina cega de solidão um pequenino coração de luz com asas para guiar os cegamente apaixonados. Fez-se o vagalume. ...
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12/08/2013 - Fica sem perder o ponto

Se não sabe se vai ou se volta, fica. Se não sabe se desce ou sobe, fica. Se não sabe se beija ou se bate, fica. Se não sabe se grita ou cala, fica. Se não sabe se avança ou regressa, fica. Se não sabe se ataca ou defende, fica. Se não sabe se prende ou liberta, fica. Se não sabe se acredita ou nega, fica. Se não sabe se sim ou não, fica. Se não sabe se casa ou separa, fica. Se não sabe se baila ou para, fica. Se não sabe se roda ou gira, fica.

Se não sabe se deita ou levanta, fica. Se não sabe se pede ou manda, fica. Se não sabe se esquenta ou esfria, fica. Se não sabe se dorme ou acorda, fica. Se não sabe se inédita ou reprise, fica. Se não sabe se assim ou assado, fica. Se não sabe se concorda ou aceita, fica. Se não sabe se pula ou se corre, fica. Se não sabe se brinca ou fala sério, fica. Se não sabe se nada ou se tudo, fica. Se não sabe se certo ou errado, fica....
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20/07/2013 - Ficância

Fica para sempre ao meu lado um pouco mais. E que o que for vivido nesse conjunto de estar junto se intensifique e se multiplique mais e mais. E que, no mais, o ficar perto seja entendido e praticado como muito perto. Fica porque ficar é uma forma de abdicar da cólera da separação que soluça lá fora sem pedir perdão. Fica aqui, por favor, fica aqui porque tudo mais é solidão e suas conseqüências. Fica, por mais que eu peça para ir embora, fica. Fica como se não houvesse outra opção além de ficar e ficar e ficar. ...
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01/08/2012 - Fidelidade alada

Lá no morro da ilusão, detrás do vale da imaginação, vive o pássaro-cachorro, uma espécie rara, fruto do amor impossível entre duas espécies de animais ou de um momento de zombaria de um deus cansado do óbvio. Cabeça de cachorro, corpo de pássaro, alma de criança. Mutação. Aberração. Ilusão. Seu latido é cantado. Come pratadas de néctar. Cachorro azul. Pássaro de coleira. Cachorro nas nuvens. Pássaro com focinho. Cachorro que abana as asas. E depois de um longo voo, com direito à cambalhota, pousa nos dedos da mão. ...
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24/12/2009 - Filho do seu auxílio

Quando eu lhe vi pela primeira vez, não tive dúvidas: cai aos seus pés. Foi como se depois de tanto caminhar eu encontrasse conforto para aliviar o peso do mundo que acumulei ao longo dos anos. Foi mágico. Só nós dois e uma igreja sem paredes, ladeada por um céu tão infinito quão azul. E eu lhe vi vestida desse mesmo azul com tons de vermelho. E eu lhe vi tão perto como nunca dantes havia visto em lugar ou tempo algum.

Eu, mesmo sem saber falar como falam os anjos, falei. Na verdade, eu me entreguei de paixão enquanto a alma crescia a ponto de não caber dentro da carne. Sem suportar o fluxo de energia que me envolvia, desprendi-me de todas as amarras e lastros. Fechei os olhos e me deixei levar. Era sentimento e formigamento por todo corpo. De repente, dos olhos brotaram lágrimas e da boca, soluços. ...
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