Daniel Campos
Olá, fique à vontade para se aventurar por este mundo mágico e apaixonado de prosas e poesias, criadas para fazer sonhar e serem sonhadas, pois aqui não há limite entre fantasia e realidade. Que a emoção seja sua guia daqui por diante, pelas linhas e versos de um amor-poeta confesso.

Poesia do dia

17/01/2017 - Papel de pão nº 2

Deixa eu te pegar no colo
E te dar meus olhos
Pra te guiar e aconselhar
Pelas avenidas da vida

Deixa eu te rebatizar
Te dar outro nome
Algum que só eu diga
Enquanto cê dorme

Deixa eu ser o seu lar
Estar no seu porta-retratos...
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Prosa do dia

17/01/2017 - Dor de dente

No silêncio da noite, escuto seus passos me assombrando. Sua falta ainda me apavora. E o tempo ignora o verbo esquecer quando se trata de eu e você. Sentimentando, eu me pego sonhando com tudo o que ficou para trás. É como se você estivesse em cada xícara, em cada canto, em cada centímetro quadrado de onde habito. Sua voz, entre sussurros e gritos, está impregnada nas paredes. E tudo isso tira a minha paz. E eu me lembro quando deitava em meus braços como se eles fossem sua rede. Eu matava a sua fome e você, a minha sede. O seu travesseiro ainda guarda o seu perfume. E mesmo distante, sem saber por onde andas, queimo de ciúme. Eu disfarço, mas eu acho você até no espelho. Ora é reflexo ora é vulto ora é miragem ora é alucinação. E quando o vento tremula as cordas do meu violão é o seu nome que sai esbarrando em meus ouvidos em forma de canção. Eu viro o disco, eu mudo a faixa, eu troco de canal, mas você está diretamente conectada ao meu sistema nervoso central. Por mais que eu jogue as suas lembranças fora, tudo misteriosamente volta para os arquivos nada secretos da minha memória. É uma luta inglória, travada dia e noite, entre a poesia e o açoite. Eu rasgo as páginas do nosso romance sem final feliz, mas a nossa história continua presente, tão forte e latente, como uma dor de dente.

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