Daniel Campos

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Encontrados 86 textos. Exibindo página 4 de 9.

18/02/2008 - Febre vermelha

A dengue e a febre amarela fizeram à festa no governo Lula. Mas o número de vítimas desses mosquistos foi pequeno perto daqueles que caíram com a febre vermelha. O mosquito Aedes Escandalits causou uma epidemia, sem proporções, de escândalos.

Não é preciso viajar no tempo para comprovar o poder de destruição desse vírus. Vou me deter apenas aos escândalos desse final de semana. Uma ONG ligada ao PT recebeu R$ 4,6 milhões do governo e não prestou contas. Vale dizer que um dos fundadores desta ONG é o ex-tesoureiro Delúbio Soares....
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01/10/2012 - Fechamentos

O pássaro fechou as asas. O teatro fechou as cortinas. A mulher fechou os botões. A nuvem de chuva fechou o céu. O carro fechou a moto. A polícia fechou o cerco ao bandido. A moça fechou a janela. O garçom fechou a conta. A primavera fechou o inverno. Vermelho, o semáforo fechou a passagem. O medo fechou o futuro. O coração zangado fechou o tempo. A mãe-de-santo fechou seus caminhos.

O coveiro fechou o caixão. O ator fechou mais um contrato. O espertalhão fechou o jogo. O manifestante fechou a rua. A falência fechou as portas. A dieta lhe fechou a boca. A fé fechou sua visão. Com sono, a menina fechou o livro. A bolsa fechou em alta. O político fechou com outro político. O sanfoneiro fechou a sanfona. O beijo fechou seus olhos. O vento fechou as feridas. A morte fechou a prosa. ...
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08/04/2008 - Feijão com arroz

Eu e você, jardim e flor, céu e lua, barco e mar. Eu e você, chama e luz, arco e cor, andaluz e estrada de amor. Eu e você, sangue e coração, goiabada com queijo, arroz e feijão. Arroz e feijão? Pode parar! Que raios de poesia há nisso? Ora, ora não seja preconceituoso! Por mais que os contemporâneos reneguem, arroz e feijão combinam como ninguém. Será?

Para quem não vive sem essa mistura bem brasileira, uma boa notícia: os cientistas da nutrição acabam de eleger o arroz e o feijão como o par-perfeito. Talvez, o casal do ano, ou melhor, da década ou, melhor ainda, da história. E põe importância nisso, enquanto o arroz é responsável por alimentar mais da metade da população do planeta, o feijão já era utilizado como voto político no Império Romano (um feijão branco significava sim, um feijão preto, não). ...
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20/10/2015 - Feita de escolhas

Mais do que coragem para seguir viagem é preciso saber para que rumo seguir. Estamos arriscados a ficar dando volta em torno de nós mesmos e não sairmos do lugar. As indecisões não só atrasam nossa caminhada, como inviabilizam muitos caminhos que passam a deixar de existir ou perder o significado. É praxe dizer que a vida é feita de escolhas, mas o importante é saber que não existe escolha certa ou errada, pois todas acarretarão alegrias e tristezas, perdas e ganhos, afinal, a vida é tudo isso. Tem que ter choro, sorriso, suor para encontrar graça nisso tudo. O importante ao escolher é saber não o que vai ganhar, mas o que vai perder em deixar de ir por outros caminhos, pois as perdas falam mais alto que os ganhos. Por isso, pense, repense, torne a pensar, mas não vá se sabotar, pois não escolher também é uma escolha e as perdas são de todos os caminhos não percorridos.


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19/08/2010 - Feitiço de amor

Procurei o velho bruxo Galileu lá do fundão da estrada, na barroca de sapê onde canta o galo preto, só para mor de eu pedir para ele fazer feitiço para amarrar o meu amor ao seu. Com um cajado envergado na mão direita e um amor-perfeito na esquerda ele invocou algumas palavras estranhas e prendeu nossos nomes na teia da aranha. O velho Galileu, tossindo mais do que um cabrito e com os olhos vermelhos do maldito, disse para eu ficar tranqüilo que nosso amor ia ser bonito por demais. Tanto tempo faz e o bruxo estava certo: eu e minha mulher estamos sempre perto e, quando perto, mais perto do jeito que o diabo quer. ...
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05/02/2016 - Feito do mato

Pelas matas eu corro. Com lobos me deito. No madurar dos frutos eu me deleito. No silêncio eu me socorro. Com pássaros eu me aninho e voo. Eu ando sozinho e de amor me doo. Eu não tenho medo de nada. Minha vitória é régia. Meu céu é de onça-pintada. Minha estratégia é abrir minha própria picada. Eu não sigo, eu faço rastro. Meu coração é casto. O tempo brinca em mim. Proseio com as árvores sagradas. Semeio jardins de sentimento. O vento é o meu tudo e o meu nada. Quando chove, floresço. E enquanto o mundo se move, cresço. O meu endereço é a mata fechada. Meus caminhos são riachos. Meu corpo é flecha afiada que avoa por cima e por baixo. Quando inverna, eu durmo. Quando inferna, eu sumo. Tenho meus pés na terra como raízes. Pelas minhas artérias e veias vão e vem inúmeros matizes. Sou das penas, das folhas, das bolhas de orvalho. Sou seringueira, sumaúma, figueira, ipê, jatobá, ingá, carvalho. Sou da seiva, filho de Neiva, da tribo de Tupinambá. Quem precisar, pode me chamar. Não nasci para mim, nasci para os outros. Minha vida não é um bordado solto. Tudo é nó. E eu nunca estou só. Estou para ajudar, auxiliar, amparar, fazer o necessário. O meu santuário é o mato, o verde, o universo sem parede. Estou para aprender a amar. E cada amor que levo é uma pena do meu cocar.


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13/04/2012 - Feituras

Sou feito de pó. Meu DNA é um nó. Sou feito de ar. Tenho braços longos para amar. Sou feito de fantasia. Meu corpo segue na avenida feito alegoria. Sou feito de água de rio. Oxum é quem preenche o meu vazio. Sou feito de sangue. Meu destino sempre volta pro mesmo lugar como bumerangue.

Sou feito de cama. Minha boca só saber dizer que ama. Sou feito de dor. Minhas costas escondem asas de condor. Sou feito de defeito. Meus olhos serenam ao relento. Sou feito de ossos. Meus eus afirmam que eu tudo posso. Sou feito de pássaros. Tenho nuances de seda e de aço. ...
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30/01/2011 - Felinamente assim

A mulher amada se veste felinamente com gatos tatuados no corpo e na alma. Quando menos se espera, coloca as garras pra fora e arranha a criatura que ama provocando arrepios e suspiros. Feito bailarina, equilibra-se sobre superfícies e situações complicadas sem perder a graça. Ao pé do ouvido, ronrona em busca de carícias. Como todo gatuno, usa e desfruta de um universo de malícias.

A mulher amada tem crias e crias de fantasias e outras poesias. É fria, independente, soberana e ao mesmo tempo uma explosão de afeto. Não se importa com teto ou com outras amarras, vivendo o luxo e o lixo com a mesma intensidade. A gata que recebe comida na boca em uma de suas almofadas de cetim é a mesma que se suja em um amor bandido. Afinal, toda gata tem seu dia de rata. ...
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16/01/2012 - Feliz

Ele está feliz como nunca ousou ser. Sente-se leve, sem amarras, sem correntes, sem nós, sem prisões. Depois de anos sendo sufocado voltou a respirar. Pode correr, pode voar, pode viajar no tempo e no espaço. Finalmente tem o direito de viver a vida que perdeu, ou melhor, que lhe fizeram perder. Ah! Tinham lhe arrancado tantas coisas. Os machucados ainda doem, mas há mais a comemorar do que lamentar. A dor é momentânea. Mais dia menos dia se extinguirá.

Vive um contentamento nunca dantes vivido. Tudo se iluminou e, tudo se alegrou e tudo se transformou dentro dele. O seu mundo ganhou em cor, sabor e textura. Chega a ouvir músicas em seu pensamento e ver estrelas mesmo com os olhos fechados. Depois de tanta guerra, entre mortos e feridos, encontrou-se com a paz. E como essa mulher, a tal paz, tem lhe feito bem. Ela segue com ele juntamente de companheiros leais, sonhos antigos e a esperança de que essa alegria dure para sempre.


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26/07/2013 - Feliz Aniversário

Parabéns por tudo o que foi, é, e será em minhas vidas, porque uma só vida é pouca para vivê-la. Parabéns por todos os momentos que me deu e também por aqueles que eu fiz questão de roubar. Parabéns, no sentido de obrigado, de valeu à pena, de quero mais. Parabéns por mais um ano de luz. Parabéns pelos sabores e perfumes que foi acumulando ao longo dos anos. Parabéns por tudo o que juntou e se livrou ao longo dessa caminhada. Parabéns por ter aprendido a andar e a voar e compartilhado tudo isso. ...
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