Daniel Campos

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Encontrados 79 textos. Exibindo página 4 de 8.

03/04/2016 - Rei do coração

O rei passou por aqui, o rei bebeu por aqui, o rei espiou por ali e jogou sua coroa no mar. O rei não quis mais reinar. O rei deixou aposentos reais, riquezas e banquetes. Trocou tudo por um ramalhete vivo que o fez redivivo. Ela tinha olhos de matagal, e não pertencia às casas de Espalha, Catalunha ou Portugal. Ela não era de sangue azul, mas de sangue verde. Um sangue que vertia em seus olhos, em sua alma, em suas esperanças. E o rei perdeu a cabeça por essa criança. Abandonou mantos, cetros, mulheres, filhos, conselhos, exércitos, muralhas pelo coração. Tornou-se o amante de um amor que se vingou. O rei que tanto fez chorar, chorou. O rei que tanto traiu, foi traído pela própria ilusão. O rei que tanto mandou, obedeceu. E mesmo aos farrapos, o rei dizia valeu trocar a linhagem pela apaixonagem.


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30/03/2010 - Rei dos sem reinos

Quando a noite chegar, vou-me embora. Vou-me embora para um reino sem rei. Chega de duelar, de trabalhar, de matar dragões. Chega de ser plebeu de brasão. Chega de escutar histórias de feiticeiros. Chega de viver de masmorra em masmorra. Chega de guerra e de guerrear. Chega de távolas redondas, quadradas ou triangulares. Chega de coroas e cetros dizendo para eu fazer isto e aquilo. Chega de calabouços. Chega de forjar espadas nos ossos da morte. Chega de, no meio do caminho, haver sempre um rei de pedra. ...
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26/06/2011 - Reinventando a noite

De repente, ela reinventou a noite. E então as estrelas ganharam cabelos e blush. E então o vestido negro do céu foi customizado por nomes da alta costura. E então os vagalumes abusaram dos perfumes. E então a lua calçou sapatos altos e pisou no coração do sol. E então os sentimentos noturnos foram renovados. E então as flores, contrariando a própria natureza, abriram-se. E então as criaturas que vagam pela noite encontraram mais motivos para se apaixonar do que para assombrar alguém.

De repente, ela reinventou a noite. E então sussurros, suspiros e gemidos se abraçaram debaixo das cobertas. E então o sereno abençoou os amantes, que assumiram seus sonhos e desejos. E então palavras foram esculpidas em rochas de silêncio. E então os pecados foram praticados e confessados. E então os carregadores da noite tiraram das costas os fardos. E então os cometas foram cavalgados e as estrelas cadentes tomadas em drinques. ...
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10/11/2011 - Reinvente-se

Pelo amor das criaturas que nos observam do alto, eleva seus pensamentos. Pensa num tempo sem sofrimento, pensa que por detrás das trevas sempre existe um alento, pensa que a esperança sempre há de ser o nosso melhor rebento. Abstraia-se de toda e qualquer fonte negativa de energia. Rompa os elos com o pessimismo e voa um vôo leve, duradouro, intenso e livre de protestantismo. Reúna seus sentimentos num sentimentalismo capaz de mudar o rumo das coisas concretas e abstratas que lhe cercam, rondam seu corpo e habitam sua alma....
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17/10/2011 - Religião bossa nova

Havia um tempo em que minha religião era a música. Tom Jobim e Vinícius de Moraes sempre foram meus principais deuses, aqueles que haviam criado o mundo de canções em que eu habitava. Tom e Vinícius, como Jesus, Buda, Alan Kardec, tiveram sua passagem pela terra. Ao contrário de parábolas, falavam por meio de versos e partituras. E como poucos, estavam ligados diretamente à natureza. Falavam do amor com propriedade. Era uma religião sem castigos, sem medos, sem pecados.

A música de Tom e Vinícius é milagrosa por si só. Capaz de curar problemas do corpo e da alma. Além disso, as canções tanto trazem a pessoa amada até você como a levam até ela. São capazes de tocar profundamente nas questões mais íntimas e secretas. Suas canções provocam alívios, renovam esperanças, alimentam desejos. Letras e ritmos que confortam e provocam ao mesmo tempo. São músicas vivas que não só simbolizam, mas que concretizam a vida como deve ser vivida – de maneira atemporal e intensa.


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15/06/2015 - Remontando-se

Corte suas garras e venha sem valentia
Nada de amarras e apareça a luz do dia
Sem gritos nem deixar ninguém aflito
Venha, venha sem tanta fome ou sede
É hora de vir para fazer bonito seu rito
De amor sem rede, arma ou armadilha
Nada de prender ou ferir ou se armar
Venha sem julgamentos com sentimento
Aberto disposto a fazer tudo dar certo
Pois o coração não pertence à quadrilha
Alguma. Deixa para trás sua armadura
E vem demonstrar que ainda há ternura...
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Renascimentos

Quantas vezes você já nasceu? A pergunta pode parecer absurda, mas pense, por alguns instantes, quantas vezes você já nasceu e quantas ainda vai nascer. A vida é um nascimento constante. Alguns renascimentos são mais visíveis, como no caso da lagarta que renasce borboleta, da lua minguante que renasce cheia e da cigarra que renasce com outro esqueleto e até da famosa fênix que renasce do fogo. Outros, são mais discretos, como acontece com a espécie humana e o sol. Você acredita que o sol nascente de hoje é o mesmo sol poente de ontem? No caso dos humanos, na maioria das vezes, cada um dos bilhões de seres espalhos por esse mundo tem infinitas razões próprias e íntimas para renascer....
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12/12/2010 - Renda-se ao Natal

Franceses enfeitam a catedral de Strasbourg com luzes coloridas. Japoneses caminham entre a iluminação natalina do Shinjuku. Ingleses quebram o frio com as luzes da rua Oxford, no centro da capital inglesa. Os alemães compram decoração para suas árvores no mercado de Nuremberg, na Baviera. Chilenos suspiram diante da árvore instalada no centro de Santiago. Russos compram mel, grãos e frutas para a ceia. Italianos montam presépios gigantes em Gênova.

Argentinos já planejam o Natal com muito vinho, fogos de artifício e espumante. Os reis magos caminham trazendo os presentes das crianças. Norte-americanos passam cobiçando as vitrines das lojas da Quinta Avenida. Irlandeses desejam “Feliz Natal” em Dublin. O Papai Noel dinamarquês aparece nos jardins de Tivoli, o parque de diversões mais antigo da Europa, em Copenhague. Cariocas se amam tendo a árvore da Lagoa Rodrigo de Freitas como cenário. ...
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21/10/2009 - Renoir e a mulher do futuro

Caro Pierre-Auguste Renoir, para o deleite de seus olhos e pinceladas, a era das mulheres anoréxicas está chegando ao fim. Chega de modelos esqueléticas que se alimentam de luz e folhas de alface. O padrão de beleza está sofrendo uma mudança gradual que levará as novas gerações femininas a terem mais carne e menos ossos. Um terreno propício para suas pinceladas largas, fragmentadas e frívolas. E olha que isso não é coisa de revista de fofoca, mas de um estudo da "New Scientist". Você, que sempre deu muita importância à forma e buscou uma obra agradável aos olhos, deve estar ansioso. ...
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20/04/2014 - Renovamento

Que hoje tudo seja renovado. Que tudo hoje de ruim fica para trás dando brechas a um novo começo. Que hoje seja o reencontro do encontro. Que tudo hoje de triste chore e implore para ser feliz. Que hoje tudo volte a ser como sempre quisemos que fosse. Que tudo hoje conspire ao nosso favor, do universo aos nossos átomos. Que hoje tudo comece a acontecer como planejamos, sonhamos, desejamos. Que tudo hoje seja reinaugurado. Que hoje tudo vibre a partir do nosso amor. Que tudo hoje conflua pra nossa felicidade seja como for. Que hoje tudo se encaixe como sempre se encaixou para nunca mais separar. Que tudo hoje seja o renascimento do que nunca morreu.


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