Daniel Campos

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Encontrados 224 textos. Exibindo página 1 de 23.

08/02/2014 - Paciência

Silêncio
Não há som de teclas fazendo amor
Por onde andam as conversas
Entre flor e trovador?
Silêncio silêncio silêncio
Nem um eu te amo trocado
Nem um voto apaixonado
Tudo propenso
Ao calado da hora, da ocasião

Silêncio
Corpos perdidos no escuro da falta
Sem achar caminho ou lugar
Tudo está fora de ordem
E quem virá nos salvar?
Silêncio silêncio silêncio
A imaginação vagueia
A saudade gira e tonteia...
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02/04/2015 - Pagode caipira

Formiga que não sai de casa não cria asa
Água que move pá não volta pro mesmo lugar
Violão de sete cordas já tá bom pra cantar moda
Namorada que bota reparo não vai pelo faro
Quem não é prefeito também dá o seu jeito
Laranjeira que dá limão não faz suco azedo não
Menina que dá encanto leva de volta o quebranto
Enquanto tiver coração, cacho de banana não madura
Em estrada que vai e vem anda o mal e anda o bem
Grito de urso com fome ou que não dorme corta soluço ...
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Pai

Minha boca se enche das coisas que afloram do meu peito
Sentimentos que aguardam o corpo das palavras
Palavras que fazem da poesia existente um outro poema
Sentimentos expostos como fraturas expostas
Onde a carne é feita de palavras
Onde os ossos são feitos de palavras
Onde a dor e o amor e tudo mais são palavras
Feitas e refeitas a todo o momento
Tentando definir o que o dicionário não diz
O que só existe na plena e sublime razão
De aclamar-lhe, saudar-lhe e lhe agradecer...
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26/10/2013 - Pai João

Se Pai João vai
Eu vou
Se Pai João quer
Eu faço
Se Pai João vem
Eu sou
Se Pai João pede
Eu acho

Pai João me guia
Me ensina por onde
Eu devo passar
Pai João me alumia
E nada me esconde
Ao longo do caminhar

Pai João me traz
O que preciso pra viver
Feliz e em paz
Ele me faz ascender
Querer ajudar
E ver além do olhar

Pai João é das Matas
Do Congo, das Cascatas ...
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Paisagem indefinida

Os fios elétricos dos postes
Riscam o céu com suas linhas
Negras cortando as nuvens inchadas
E sozinhas
Que são trazidas no colo do vento
Como bem amadas.

Vento que sacode as folhas
De uma arvorezinha qualquer
Vento que venta um verde-azul
Na saia rodada
De uma mulher do sul.

E no inferno do último monge
A minha vista se perde ao longe
Para além dos postes, dos fios
Das folhas, dos arrepios, das nuvens....
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08/05/2015 - Palácios e masmorras

Ainda hei de me jogar nos seus palácios
Mergulhando dos jardins às masmorras
Como você há de beber da flor do Lácio
Que carrego em minha boca. Não corra.
Dos meus versos, pois veja o real adverso
Guardo seus poemas para além dos bolsos
Enquanto me tranca em seus cabalouços
Quer-me apenas para seguir no trono
Por conquistas e reinos ainda perde o sono
Mas um dia as cornetas vão anunciar
Que uma nova dinastia há de chegar
Para de um certo coração se declarar dono ...
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Palavras

Debruce o seu olhar
E devagar
Vá lendo
Sentindo
As palavras
Que fui lhe escrevendo
Que fui lhe esculpindo
Tentando capturar
Nos meus versos
Você sorrindo
E gostando.

Ao rabiscar
Essas palavras
Você foi surgindo
No poema
De um poeta inspirado
Amargurado
Enluarado
Que lhe procura em palavras
Que lhe cultua em palavras
Que sonha em palavras
Que não se apagam...
...
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13/09/2013 - Palavras lavadas

Lava
Suas palavras
Na saliva
No choro
Na chuva
Que escorre em seu rosto
Lava
Suas palavras
Do que restou do parto
Da sujeira do ato
Do fato e das larvas
Lava
Suas palavras
Para que fiquem mais desejadas
Para não correr o risco de pelas estradas
Mandarem-nas às favas
Lava
Suas palavras
Na lava vulcânica
Numa paixão hispânica
Como quem lavra.


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Palavras mudas

Como definir o que não tem definição?
Uma união de vidas
Que rima tristeza e felicidade
Tendo a única certeza
De deixar saudade
Mesmo não havendo despedidas.
Amar é um olhar
Que se entrelaça em outro olhar
Sem mais razões.
Amar é chorar a lágrima alheia
Abrir seu peito a outra pessoa
E sorrir na boca amada
Não pensando em mais nada
Nada senão ela, somente ela.
Amar é quando o infinito e o eterno
Perdem seus valores...
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Palmos daqui

Foge do pôr-do-sol
Esconde-se em fumaças
Não ouve mais os grilos
O estralar de um canário
A chuva caindo nas telhas
Da parede de meia.

Por mais que se emudeça
Não consegue a quietude
Não anda descalça pela terra
Ao olhar pela janela
Não vê muito além de alguns palmos
Tem os punhos soltos
E a alma prisioneira.

A rosa não é mais rosa
O horizonte não é mais azul
A lua não é mais branca...
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