Daniel Campos

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Encontrados 224 textos. Exibindo página 3 de 23.

Para se pensar na mulher amada

Para se pensar na mulher amada
Não é preciso folhear álbuns com fotografias antigas
Tampouco esperar a tarde cair para olhar o céu vazio
Não é necessário ouvir dezenas de vezes uma mesma música
Também não se sinta obrigado a ir a um dado restaurante
E exigir a mesa e a comida de costume.
Para se pensar na mulher amada
Não é preciso tomá-la em um drinque
Nem passar o dia em uma perfumaria em busca de uma lembrança
Nem procurar com toda minúcia o trecho de um filme...
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Paradeiros

Se eu não abrir a porta, não se preocupe
Fui ajudar a semear três quartas de alqueire
Fui recepcionar os reis de Mônaco
Fui acompanhar a última dançarina de flamenco.

Se eu não abrir a porta, não se preocupe
Fui espionar a passagem de um cometa
Fui chorar o funeral de um sonhador
Fui escutar as últimas das mexeriqueiras da esquina.

Se eu não abrir a porta, não se preocupe
Fui olhar a chegada das baleias brancas
Fui saber as tendências para o próximo inverno...
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07/01/2014 - Parte

Um aparte
Para as partes
As suas partes
Que me partem
À parte
Em uma parte
Tão sua
Que nunca
De mim se parte


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Partes

Agonia!
O dia
Não me deixa...

Fantasia!
O tempo
Fecha-se em fecho...

E o adeus se queixa
De que não o deixo...

Agonia!

Fantasia!

Duas razões
Duas canções
E uma só alegoria.


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Partidas

Quando ela partir
Que parta lentamente...
Quando ela se esconder
Que deixe pistas
À vista
A prazo.

Quando ela se for
Que o adeus tenha reprise...
Quando ela levar as palavras
Que deixe números
De telefones
De meses.

Quando ela lembrar
Que não seja involuntário...
Quando ela voltar
Que não seja sem querer
Sem saudade
Sem saber.


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Partido alto

Eu sou martinho
Sou cartola
Sou cavaquinho
E sou viola.

Sou corda
E sou caçamba
Com licença de Zé Keti
Sou bamba
Sou samba.

Canto na batida
De um coração
Sou chegada
E despedida
Sou Jorge Aragão

Sambo na mesa
Sambo no assoalho
Sambo na plebe
E na realeza
Sou Beth Carvalho.

Clementina e dona Ivone Lara
É goiabada cascão
Em caixa
É fina canção...
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Partitura rasgada

Não posso mais
Falar de mim
Não posso mais
Pensar em nós
Não posso mais
Ter os sonhos
Que todos têm
Porque de agora
Em frente
Não pode mais
Chamar-me de alguém...
Sou
A música
Esquecida
Nas costas tatuadas
De um piano.

E ninguém sabe
Como se invoca
O silêncio
Das notas
Do ritmo
Do tom
Que canta em mim.

Sou página virada
Piano sem cauda
Saudade que desafina...
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Parto

Sem o de repente de costume,
Da saudade nasceu o escândalo
Nasceu sem maiores alardes
Sem maiores tramas
Sem grandes dramas
Nasceu como lágrima de inverno
Lágrima que escorre em contextos
Textos
E com tantos outros pretextos
Singulares
Quem sabe a primavera?
Musa do Olimpo!

Durante o parto,
A luz, a música, o nada e o tudo
E, diante dos rompantes do amor,
O tudo é sempre o nada
E o nada subverte a ordem...
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Passa dia passa

Passa dia passa
Logo tua agonia
Neste dia
Que me enlaça
De sangria

Passa dia passa breve
E não se atreve
Mais a demorar
Demais para passar

Passa dia passa leve
Leva o sol traz a neve
Da lua da noite da estrela
Ai, por que não posso tê-la?
Agora?
Sem demora?

Ai, dia não ignora
O meu clamor
Passa dia logo por favor
Ai, passa dia passa
Feito navio no rio...
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Passa por mim

Quando passa por mim
Com esses passos
Tão pequenos
Tão amenos
Eu me perco
E demora
Uma hora e meia
Para eu me achar.
Quando passa por mim
Vem com um sorriso nos cabelos
E um deserto em suas costas
Deserto de oásis, de camelos
E de estrelas de areia.
Quando passa por mim
Eu me perco
Nas docas dos seus olhos tintos
E eu me perco
Nas portas dos seus labirintos.
Quando passa por mim
Muda o meu paladar...
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