Daniel Campos

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Encontrados 207 textos. Exibindo página 6 de 21.

29/11/2014 - Despertar sempre

Vá em busca de novos tempos, novos começos, recomeços, meios e fins para se alcançar o sonho sem preço. Saia dessa inércia e busque o que é seu, por direito da sua fantasia. Procure por novos luares, novos pesares, novos amares, novos lares. Deixa o desânimo para lá, sacuda a sua alma, chacoalhe o seu coração, toma as rédeas da sua vida e não perca mais tempo. Há muito a ser conquistado, batalhado, realizado, mas você precisa dar o seu melhor para que tudo ocorra da forma como você quer. Nada de choramingar, reclamar, acovardar-se. A vida acontece lá fora e você onde está? Estamos de passagem e, para tanto, é preciso coragem. Cada dia que anoitece é um dia a menos que amanhece para você. É mister ter força de vontade para encarar a realidade. Se a macieira deixasse tudo para amanhã nunca teríamos maçã. O destino foi escrito para ser cumprido, vivido. Portanto, bote juízo na sua cabeça e dê corda no seu coração, pois a vida é muito mais do que um sim ou de que um não.


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20/11/2014 - Dentro de mim moro eu

Pra onde quer que eu vá levo você nos meus porta-retratos interiores. São quadros e mais quadros pendurados nos vãos, nos corredores da minha alma. São pinturas enraizadas de memórias passadas, presentes e futuras. São resquícios de um tempo completo em mim. São sinais de uma vivência intensa propensa à eternidade. Tudo o que vivi e o que sonhei viver flutuam no oceano do meu sentimento. Muitas lembranças estão foram de ordem, mas se encaixam perfeitamente. Tudo o que eu tenho é o que eu fui e o que eu quis ser e o que eu achei que seria mais dia menos dia.


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09/11/2014 - Domingos de Interlagos

Os domingos de Interlagos já foram muito mais domingos. Hoje, o que se vê é uma corrida robótica, onde carros falam mais que pilotos. No meu tempo de Interlagos, a corrida era decidida no braço. As ultrapassagens eram possíveis. O risco era permitido. E o arrojo valia a coroa de um rei. Sou do tempo de Ayrton Senna, das voltas mais rápidas tiradas do fundo da cartola mais mágica da Fórmula-1 no momento certo. Domingos em que o corpo, mesmo a distância, ganhava os respingos do banho de champanhe. Domingos de vibração, de emoção, de catarse. Domingos de fé. Fé na chuva. Fé no inacreditável, no inalcançável, no imponderável. Corridas para assistir de joelho. Domingos onde Interlagos era altar e Senna, deus.


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07/11/2014 - Doutor Chico

Sempre que preciso de um conselho recorro a Chico Buarque. Basta escolher uma música de forma aleatória e pronto, encaminha-se a vida à moda buarquiana. Tudo tem jeito segundo o poeta carioca, basta saber como se dá esse ajeito. E o mangueirense conhece os caminhos para se chegar lá como ninguém. Chico transforma qualquer sofrimento em lirismo de modo que a dor se suaviza e até se esquece de doer. Quem tem Chico Buarque como conselheiro não tem do que reclamar. Pelo contrário, eu só agradeço o fato de ter o poeta-sambista ao meu alcance. Entende dos níveis de saudade, de paixões mal resolvidas, de amores impossíveis, de fantasias da noite e do dia, da malandragem da vida que segue. Chico Buarque cura. Sem dúvida alguma, uma mistura de psicólogo com cardiologista que resolve os problemas do coração interior. Eu recomendo!


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03/11/2014 - De volta

De volta depois de um período afastado de mim. Após o reencontro com minha essência, estou de volta para as letras. Minhas mãos já estavam saudosas da tinta fresca. A relação entre escritor e tinta é a mesma de criança e melaço. Os abusos e o modo de se alimentar, inclusive com direito à lambuzações, está perdoado. Como de sempre, a imaginação voa alto, longe, na altura do inacreditável. Desafinado, meu único piano possível acabou sendo o teclado de um computador. E é nessas teclas que bato meu sentimento como que marcando almas, como que tatuando corações, como que acionando flechas cupidinianas. Como podem observar, estou de volta e para ficar.


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15/10/2014 - Desmemoriado

Tenho medo de mais dia menos dia acordar sem memória alguma, a ponto de não saber meu nome e endereço. Isso porque tenho feito uma ofensiva contra minhas lembranças. Tenho queimado, feito um inquisidor da era das bruxas, todo o meu passado perdido. Todas minhas paixões que deram em nada. Todos os meus sonhos que não aconteceram. Todas as minhas ilusões que não vingaram. Tenho investido contra toda minha memória morta, todo peso que atrapalha minha caminhada cerebral, toda tralha que desperdiça espaço no meu disco mental. Só que nessa guerra contra tudo o que não me é útil, compromete pedaços de uma vida. Pedaços que me dão identidade. Não sei como vou acordar amanhã, hoje ainda tenho nome e endereço....
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09/10/2014 - De outro tempo

Eu sou do tempo de honrar palavras. Eu sou do tempo de cumprir promessas. Eu sou do tempo de acreditar nos olhos das pessoas. Eu sou do tempo de confiar num amor jurado pra sempre. Eu sou do tempo de amar sem exigir nada em troca. Eu sou do tempo de dar a vida pela pessoa amada. Eu sou do tempo em que um coração não mentia pro outro. Eu sou do tempo de que quem ama não faz sofrer seu amor seja por qual motivo for. Eu sou do tempo em que se acreditava que amores impossíveis poderiam ser possíveis da noite para o dia. Eu sou do tempo em que um casal era um para o outro e não só o outro para o um. Eu sou do tempo em que o abstrato tinha mais valor do que o material. Eu sou do tempo em que só havia espaço para a verdade que há no sonho. Eu sou do tempo em que o beijo era significante e significado no signo da mesma boca.


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30/09/2014 - Do lado de casa

Do lado de casa tem uma fogueira que arde a noite inteira alimentada pelas prosas dos que amam com luas e rosas. Do lado de casa tem um pé de pêra que cisma de jogar sua sementeira pelo tempo afora toda vez que uma mulher chora. Do lado de casa tem uma rua que não sobe nem desce apenas cresce pelos olhos perdidos entre chegadas cada vez mais alongadas e partidas cada vez mais abreviadas. Do lado de casa tem um bosque e que ninguém me provoque ao toque daquelas árvores mateiras que são encarnações das mais violeiras. Do lado de casa tem um rio que corre vazio de peixe mais com feixes de poesia que dão de comer aos amantes noite e dia. Do lado de casa tem uma ilha, uma matilha e uma filha da lua que de tão bela chega flutua.


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15/09/2014 - Dor e silêncio

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10/09/2014 - Do ar

Sou do ar. Sou feito do vento que agita as folhas das árvores, ainda verdes em copas frondosas ou secas já em decomposição junto à terra que a tudo devora. Sou o ar que sustenta as asas dos que sonham em viver para além do chão. Meu signo é do ar. Meu coração está oco como os ossos dos pássaros, cheio de ar. Sou sopro. Sou o vento que flameja bandeiras, que move veleiros, que preocupa as mulheres de saia. Sou o ar que alimenta a chama da vela acesa aos deuses e demônios e que ainda explode em labaredas dando altura ao balão. Sou ar em movimento. Sou vento verde levando beijos frescos às bocas amadas. Sou o último suspiro de vida ou de esperança. Sou do ar como os anjos e os mosquitos. Adorem-me ou me matem, continuarei ar. ...
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