Daniel Campos

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Encontrados 231 textos. Exibindo página 22 de 24.

Aqui estou

Aqui estou
Neste pedaço de papel
Exposto
Sob todos os riscos
Por vontade própria
Entregue de corpo e pensamento
Aqui estou.

Aqui estou
Como um testamento vivo
Disposto
De forma plena
Povoado de poesia
Crente das crenças que falam de amor
Aqui estou.

Aqui estou
No enfrentamento das frentes
Sem caminhos para voltar
Em sinal de paz
Com as mãos amarradas em forma de prece ...
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Armação

E se for tudo mentira
O barco
A flor
A lira
Do cantor?
E se pior
For tudo armação
O arco
A dor
O perdão
Do pecador?
E se ainda
For tudo bobagem
O que será de mim
Filho da tua miragem?


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Arqueira

Tomba os olhos
Em uma tromba
De concentração
E nessa envergadura
Sinta-se presa
No desabrochar
De um casulo
Entre a borboleta
E a camponesa
Que em si
Que carrega.

Não importa
Se o alvo está encoberto
Ou se um vento forte
Embaralhe suas retinas
Sue sentimentos
Pelas linhas das mãos
E energize
De poesia de arqueria
Cada ponto do arco
E da flecha
De fogo, de ponta, de tinta...
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Arrevoada

Voa
Num pé de vento
Num sentimento
Que arrevoa
Para passar
O inverno
No sul
A espera da menina
Que ainda anda
Longe e tão longe
De nascer,
Mas voa
Ao primeiro alvorecer
Com asas
De colibri
De bem te vi
De paturi
E pousa
Nas mãos do adeus
Como um louva-deus,
E não o bastante
Voa
E sobrevoa
Um telhado
De telha
Cor-de-rosa-de-cor...
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Arritmia

A mulher amada faz-se perto
Como se chegasse com o vento
Úmido e secreto
De uma nova fase da lua
A mulher amada é o melhor remédio
Aquele que cura qualquer doença
Seja física ou espiritual.

A mulher amada sorri
E antes do fim do sorriso
Chora
E antes do fim do choro
Sorri
A mulher amada brinca
E fala sério
A ponto de nos deixar com um medo
Que ainda não se explica.

Com naturalidade...
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As águas da mulher amada

Um rio sagrado
Eis como deve ser quisto o corpo da mulher amada
Um lugar sacro
Onde se banha para purificar
Os cernes da alma...
Quantos os círculos de medo
E de amor e de esperança
E de fantasia
Compondo o íntimo da mulher amada...
Quantas as magias correntes
Nas águas de carne
Da mulher que de quão doce
Brinca ao lado de botos
Cor-de-rosa...
São águas revoltas
São águas remotas
São águas místicas...
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Às vezes, só às vezes

Às vezes pergunto como estão seus olhos
Às vezes me pergunto o que passa em seus olhos
Às vezes me pergunto onde estão seus olhos
Às vezes me pergunto o que leva em seus olhos
Às vezes me pergunto o que resta de mim em seus olhos.


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Assovios

Risquei o disco
Rasguei a letra
Rabisquei a música
Roubei o ritmo
Compondo-te
Em assobios.




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Ataques e contra-ataques

O que acontece?
Por que esse comportamento que de tão perto se faz distante.
Por que os ataques sem palavras?
Por quê?
Será que você é de verdade ou foi um sonho a mais?
Tentei lhe entender, fiz um esforço sobre-humano para isso, mas...
Por que essa expressão de desprezo?
Por que esses traços duros?
Será que por detrás do rosto, pelo avesso da pele, continua essa tristeza.
Qual foi o meu pecado?
Será que o silêncio dos seus lábios é o silêncio dos seus olhos? ...
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Até para sempre

Até que o dia amanheça
Eu vou ficar aqui
Pensando
Nas coisas que eu tive
E não tive
Eu e você
Nós dois
Tanta coisa
Que existiu
E não existiu
Aonde acaba o sonho
Você sabe?
Eu não sei...
E nem quero saber
O que aconteceu
E o que eu sonhei
O sonho existiu
E enganou a vida
E agora o que é sonho
E o que não é
Eu já não sei...


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