Daniel Campos

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21/01/2013 - Roda que roda

Pela décima quarta vez, deixe a vergonha de lado e entre na roda. Orixá não gosta de canto, portanto nada de uma vida careta, quadrada. Circule. Se quiser ousar, abuse da modernidade transformando sua existência em uma elipse. Rode sem parar de rodar. O mundo é mesmo uma bola, e daí? Rode por ali e por aqui. Vire-se e gire. Rode de forma solitária ou dê as mãos, rodando em conjunto. Rode percorrendo caminhos, deixando marcas que lhe permitam voltar. Pois a roda, por mais gigante que seja, sempre volta ao mesmo lugar. Pode voltar em outras condições, com outro espírito ou motivação, mas retorna ao ponto de partida.

Roda, roda como nunca rodou na vida. Roda sem deixar que o medo ou os medos lhe impeçam de rodar. Roda sem travas, sem trancas, sem tramelas. Roda da forma mais livre possível. Roda sem impedimentos e, sobretudo, sem lamentos. Roda em torno de um eixo. E que esse eixo seja uma coisa boa, como um amor, uma mulher, um sonho de saia. De saia rodada. Roda espalhando e se inebriando de perfume. Roda descarregando todo mal que botaram em você. Roda sem mais, mas com todo porquê. Roda por vocação, por natureza, por paixão.


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