Daniel Campos

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06/06/2013 - Porta-retratos

O vento sopra frio lá pela baixada do rio chegando a fazer arrepio. O dia amanhece nublado e já esquece o passado enquanto o sol que não aquece passa ao lado. A estada esburacada coleciona água parada, gente machucada, cara fechada. O cupido que volta alto está terminantemente proibido de flechar o salto daquela que acha que pode, de fato, andar sem flertar, sem se apaixonar, sem se casar. Cuidado, a ilusão pode trazer saudade ao coração que se tortura de realidade.

É tempo perdido a babá do tempo ensinar o beabá a quem não sabe amar. O palhaço que não faz rir é igual bandido que não sabe fugir. A roda gigante é o paraíso do amante e a montanha russa o inferno para quem tem costume de dizer nem que a vaca tussa. O trem, de estação em estação, é como o refrão da canção que serpenteia pelo estradão. O florista é aquele equilibrista que caminha em passo pequenino na corda bamba entre pétalas, espinhos e taças de vinho.


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